Quando eu decidi realizar o meu intercâmbio para a Indonésia, todo mundo logo achou que eu estava indo pra Bali. Também, depois do sucesso de Comer, Rezar e Amar, e da Elizabeth Gilbert achando o grande amor da vida dela lá, todascorre pra ilha. Bali é super conhecida pelos templos, pelos surfistas (gatos) que vem de férias da Austrália (quedê?) e pelo hinduísmo (diferente da maior parte da Indonésia muçulmana).
O que ninguém conta é que Bali é uma ilha gigantemente gigante e que achar o amor da vida andando de bicicleta pelos campos de arroz é um pouco mais difícil do que parece.

São tantos nomes de lugarzinhos que você quer chorar sem rumo e sem saber o que fazer. Fonte: http://bayubalitours.com/article/bali-tourist-map/
Decidi dormir as duas primeiras noites em Kuta, que é bem pertinho do aeroporto e primeira parada da maioria das pessoas. Quando eu digo pessoas = australianos bêbados em busca de álcool barato.
Me dei ao luxo de ficar em um hotel em vez de um hostel, pelo menos nas minhas duas primeiras noites em Bali. A desvantagem de viajar sozinha em Bali, é que os quartos de hotéis tinham o mesmo preço para 1 ou 2 pessoas. Vale a pena achar um cúlega pra dividir a conta.

Me decidi por um hotel chamado Neo Kuta que era bem arrumadinho e ainda dava o transfer DEGRÁTIS do aeroporto pro hotel e café da manhã ~gente que decide a hospedagem pelas gratuidades e brindes~. Os mocinhos eram super simpáticos, me mandaram vários emails, confirmando os dados e a hora do transfer, e ainda me deixaram fazer o check-in logo que cheguei. Quase choray quando vi que eu tinha uma cama fofinha, uma privada e um chuveiro com água quente. Ahhhh, os pequenos prazeres da vida.

Um brinde pra quem não precisa mais do banheiro muçulmano!

Nos quartos do hotel eles ainda colocam uma flechinha no teto, indicando a direção da Meca, pra quem for muçulmano e quiser rezar.

A praia de Kuta não é nada demais. As fotos do Google mentem bastante ahaha Ela é bem lotadinha e a água não é nem de leve tão transparente e verdinha assim (mas ainda assim, infinitamente mais clara que qualquer praia de São Paulo). Por ser a primeira parada da maioria dos turistas, o lugar é LOTADO de vendedor pé-no-saco, lojinha de bugiganga e restaurante fofo, mas pega-turista. É impossível andar mais de uma quadra sem ser incomodado por alguém gritando “ONE DOLÁ” e tentando te vender uns relógios made in Paraguai.

De noite eu encontrei umas meninas do CouchSurfing que eu conheci em Malang e elas me apresentaram a Corina, uma alemã que também estava viajando sozinha por Bali. A noite de Kuta é basicamente regada a: australianos bêbados em busca de álcool barato. Passamos por três bares, dos quais eu não lembro o nome de nenhum, exatamente porque nada ali era lá muito interessante.

Daqui já se percebe o quanto eu amei Kuta s2s2, só que nem um pouco. Nada de lá se parece com a Bali dos templos hindus, do povo simpático e dos campos de arroz. Ficou me parecendo realmente muito mais um quintal de festas da Austrália. Minhas amiquinhas indonésias disseram ainda que muitas vezes o pessoal das baladas não deixa elas ou outros indonésios entrarem, porque só querem gringos nas festas.

Como não havia nada pra fazer/ver em Kuta, combinei com a Corina de alugar duas scooters no dia seguinte e ir até a Monkey Forest em Ubud.
E o que você vê na floresta dos macacos???

Macacos assassinos e malignos por toda a parte.

Macaquinho ladrão e comedor de álcool em gel.
Macaquinho quebrador de regras.
Macaquinho se fingindo preguiçoso para lhe atacar sorrateiramente.
Macaquinho tirador de piolhos do macaquinho preguiçoso (e possivelmente malvado).
Macaco velho da sabedoria, ensinando macaquinho novo a roubar.
Vocês podem até achar que é exagero, mas todos os macacos desse lugar são loucos, ruins e ladrões, treinados pra te atacar. Se você abrir qualquer comida perto do parque, se prepara pra um ataque dos bichos. Vi um deles puxando o cabelo de uma criança e até tentando abrir a bolsa de uma mulher.

Antes de descobrir que os bichos eram ruins, e como boa turista que sou, comprei algumas bananas que o pessoal vende no parque pra você atrair os “macaquinhos amigos” pra uma foto legal. Ficou ó… uma bosta, porque não dá pra sorrir amigavelmente pra câmera depois do bicho ter te arrancado a comida das mãos ou te tacado a casca da banana.

Moço, tira logo a foto e esse bicho da minha cabeça que tô tensa, pls?

Além dos serelepes macacos, há também alguns templos espalhados pela Monkey Forest. Para entrar neles você precisa pegar uma canga (sarong) emprestada na porta do templo e usar como uma saia graciosa. Eles não cobram nada pelo sarong, só pedem doações. Em Bali também há muuuuitas estátuas espalhadas por todo canto (algumas lindas, outras nem tanto..). Os balineses têm o hábito de deixar oferendas diariamente em frente à algumas estátuas, como flores e incensos num barquinho feito de folhas de coqueiro, chamado Canang Sari (mas eu já vi até um Yakult de oferenda..).

Budinha fofinho do amor e o bichinho talvez não tão amoroso assim.

Como não gostamos de Kuta, decidimos ir logo no dia seguinte visitar as Ilhas Gili e tentar encontrar a parte apaixonante de Bali.

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Vôo:
Saída de Yogyakarta – Air Asia – U$ 47

Hotel:
Hotel NEO Kuta – http://www.neohotels.com/en/location/overview/1/neo-legian-jelantik—bali
2 diárias – U$ 65

Scotter:
Tiozinho da praia – U$ 5 + gasolina

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