– Depois de meeeeeeeses desaparecida, decidi voltar a escrever :) Já estou de volta ao meu amado Brésil desde dezembro, mas a vontade de continuar o blog veio só agora. Depois de morar 2 meses e pouquinho na Indonésia calorenta, viajei por um mês pela Ásia amorosa.

Acabei abandonando o blog porque fui com mochilinha nas costas, sem chances de levar o notebook. Decidi levar um caderninho que foi super usado no começo da viagem, tudo escrito em detalhes. Do meio pro fim, são só uns garranchos que nem eu tô entendendo hahaha

Enfim, vou tentar retomar e ver se não abandono aqui de novo tão cedo :) –

A minha última viagem na ilha de Java, foi para a cidade de Malang, para conhecer o super famoso vulcão Bromo. Malang fica beeeem longe de Semarang, a cidade onde eu estava morando. Quando decidi com outros 4 amigos fazer essa viagem, avisei o diretor da minha escola e pedi pra ele me liberar para ir na quinta de noite e voltar no domingo. Tudo certo e minha amiga comprou as passagens de trem. Quando cheguei na estação, ela me disse que a volta era só na segunda-feira de tarde. OU SEJE, feriado prolongado pra nós e Yozinha tomando bronca do diretor hahaha

Pegamos o trem na estação de Semarang na noite de quinta-feira, para uma viagem de ~apenas~ 9 horas. A nossa sorte é que o trem não estava tão cheio, e cada um conseguiu ficar em um banco separado. Foram 9 horas tentando algum conforto em posições diferentes -sem sucesso. O banheiro do trem segue aquele estilo de banheiro que eu tanto gosto (não), só que com nível de dificuldade hard, já que o trem vai chacoalhando o tempo todo.
Le trem e o desafio de usar o banheiro em movimento.

Meu amigo postou no site do Couchsurfing que precisávamos de hospedagem e conseguimos uma casa para passarmos os 4 dias. Tora, o menino que ia nos hospedar foi, inclusive, nos buscar na estação de trem na manhã da sexta-feira e nos levou para o tour de atrocidades dos animais (pra lembrar, foi ele que sugeriu que fossemos ao Pet Center perto da estação.  Eu tinha certeza que a gente ia parar numa loja de coisinhas veterinárias, que nem a da Marginal em SP, já achando que ia ser um tédio, mas foi muito pior).

 
Milhares de animais nas mesmas gaiolas, sem espaço pra nada e os pintinhos coloridos :(
Todos os tipos de insetos e os corredores minúsculos e sujos do “PetCenter”
Depois do primeiro choque com a cidade, fomos para a casa do nosso host. O menino era um amor de pessoa, super simpático e a casa dele era super bonita! O único problema (e eu odeio reclamar de hospedagem no CouchSurfing porque já é de graça, né? ahaha) é que não haviam colchões (ou sofás, ou qualquer coisa macia) para dormir. Claro que ninguém sequer pensou em tentar conseguir um saco de dormir ou colchão inflável para a viagem. A única coisa que o quarto tinha eram aqueles tapetes de EVA montáveis, usados para crianças arteiras não cairem e quebrarem a cabeça. Três dias dormindo nesse chão e eu senti saudades até do banco do trem. O hotel de 2 dólares então, já me parecia um sonho distante.
Na sala ainda tinha esse sofázinho, mas no nosso quarto era só chão mesmo.
O dia seguinte era o dia do passeio até o vulcão. Uma outra amiga de Semarang decidiu ir de ônibus até a cidade com mais duas pessoas e decidimos fechar um tour todos juntos. Passamos a tarde ligando e procurando na internet agências que fizessem o passeio, e depois de muuuito custo (e barganha ahaha) fechamos por 35 dólares cada. O tour tinha de tudo. Passeio de Jeep, nascer do Sol na montanha, subida até a boca do vulcão, sandboard, passeio pelos campos de flores, almoço no deserto, cachoeira, templo ahahaha 12 horas de pura diversão. Tirando que, o mocinho passava na sua casa às 3h da manhã pra começar tudo. A bela adormecida aqui, que já tem por hábito acordar serelepe e feliz (nunca), estava com um sorriso ainda mais sincero no rosto de ter dormido no chão e acordado às 2h30 da manhã, depois de uma noite dormindo no trem.
Quando o mocinho do tour nos buscou, a primeira coisa que ele pediu foi para a gente não comentar o quanto pagamos com os outros dois turistas que iam nos acompanhar. Isso porque eles estavam pagando 90 dólares CADA. Ê Indonésia dos golpes ahahaha
Entramos no Jeep e seguimos por quase 2 horas até o topo de uma montanha, para ver o nascer do Sol e o vulcão. Quase no topo dessa montanha, o lugar já estava cheeeeio de carros parados e o motorista falou pra gente descer no meio do caminho e correr se não quisessemos perder o nascer do Sol. Eu ia começar a argumentar com o pessoal que o Sol nasce todo dia e perder essa vez não ia fazer tanta diferença, que podíamos esperar e ir de Jeep mesmo ahahaha Só que antes de eu começar, todo mundo já tava na marcha atlética, subindo a montanha. Então, pela 23ª vez neste país, eu tive que correr morro acima. Cheguei arfando e xingando em português baixinho as gerações passadas de todo mundo que eu via pela frente. E não era pouca gente, porque quando finalmente chegamos lá, estava LOTADO. Nunca vi tanto japonês na Indonésia. Tivemos que pular uma gradezinha de proteção e ir pro meio do mato para conseguir ver alguma coisa. E claro que super valeu a pena :)
Recupera o fôlego e aprecia a vista :)
Agora vem a trollagem do vulcão. Quando nós tiramos as fotos, tínhamos certeza que o vulcão Bromo era esse monte de terra atrás da árvore, com forma de vulcão (tcharam), lindo e fofinho. Nada. Tá vendo a fumacinha láaaaaaa no cantinho esquerdo da foto que eu to sozinha? Aquele tequinho de fumaça saindo de um buraco sem forma de vulcão? Bom, aquilo é o Bromo. ahahahah Ou seja, tenho um book de fotos, com um montinho de terra que não é o vulcão famoso.
Ficamos um bom tempo na montanha e voltamos para o Jeep para, dessa vez, subir o vulcão Bromo. Só que ninguém disse que era uma Via Sacra no deserto pra chegar lá. O mocinho estacionou e falou “Vai lá gente, tô esperando aqui no carro!” ahahaha
O passeio de Jeep tava SUSSA, até chegar à Via Sacra do vulcão.

Não eram nem 7 da manhã, o Sol começou a arder e as rajadas de vento vinham carregadas de areia, com o objetivo específico de acertar os olhos e a boca de qualquer um que se arriscasse a andar no meio do deserto. Quando eu cheguei em Semarang depois dessa viagem eu fui jantar e senti que ainda tava mastigando areia. Sério.

Estilo para visitar um vulcão. Ou você tem, ou você não tem.

234 km depois, chegamos no topo do vulcão Bromo, que… não é nada demais ahahaha É só esse buraco sem graça e sem forma, com a fumaça (provavelmente tóxica) rolando. Se o vulcão famoso fosse aquele outro que tinha mesmo forma de vulcão, tenho certeza que faria mais sucesso.

Oferendas e as macumbinhas para o vulcão.
Depois do vulcão, paramos no meio do deserto pra fazer Sandboard, o famoso surfe de areia. Fui toda alegre e feliz, tomei um capote no meio da descida, mas foi super divertido! Peguei a prancha já pensando em descer de novo, em começar a praticar sandboard, fazer disso meu novo hobby. Até eu botar a patinha pra subir o morro de areia. Quem conseguia? A areia ia escorregando, a prancha era meio pesada, e eu demorei uns 15 minutos pra voltar pro topo. Desisti na hora da segunda descida e do meu futuro profissional no Sandboard. :(
Cachoeira, Sandboard, deserto, vulcão. Diversão pra toda família.

Continuamos seguindo caminho por que o tour era infinito ahahah Passamos por umas plantações de seiláoque, algumas de arroz, outra montanha e chegamos na cachoeira. Almoçamos (arroz e miojo, claro), e curtimos a cachoeira mais gelada do mundo (quem levou biquini para a viagem?). A última parada era em algum templo hindu no meio do caminho, mas estávamos todos mortos e falamos pro motorista passar direto ahaha Voltamos para a casa do nosso host e morremos por horas.

De noite, eles nos convidou para um encontro do pessoal do CouchSurfing. Eu e meus amigos, já conhecendo todo o estilo de saídas noturnas da Indonésia, aceitamos por educação, já preparados para o pior. Eles falaram que o encontro ia ser num bar. Eu perguntei umas quatro vezes “bar, bar? Tipo bar com álcool?” ahahaha E foi aí que eu conheci djovens indonesianos normais que saem pra beber, pra dançar e usam roupas curtas ahahaha E muitos deles continuam sendo muçulmanos, só que não concordam com todos os pontos da religião (o que acontece também com muitos católicos, cristãos e afins). O que me fez pensar que escolhi a cidade errada pro meu intercâmbio (mentira, adoro Semarang <3 ahaha).

Festa com cerveja e drinks de verdade! Paraíso.

Esse mesmo pessoal da festa nos convidou para ir para a praia no dia seguinte. Alugamos dois carros e seguimos durante 2 horas e meia até chegar à costa. A praia era linda e a água clarinha. Super super super rasa, dava pra andar 1km e ainda ficar de pé. Passamos a tarde toda na praia e voltamos já de noitinha para outro bar em Malang ahahaha

Os cocos gigantes, sempre acompanhados do prato de miojo e arroz ahahah
Comida fresca, de verdade. ahahaha

Na volta, não tivemos a mesma sorte com o trem. Voltamos para Semarang na segunda-feira, ainda de dia, pois era o único horário disponível. Entramos em um vagão relativamente vazio e cada um já se jogou para um banco separado. Só que em menos de uma hora de viagem os guardinhas decidiram passar e conferir todos os tickets e os números dos assentos. Resultado: fomos jogados para nossos lugares de verdade, em um vagão cheio. Bateu inclusive a brisa da saudade do Calmon Viana -mentira.

50 ways de tentar achar uma posição confortável no trem.

O mais engraçado desse trem é quando o pessoal entra pra vender as coisas. Enquanto no Brasil a gente tem amendoim e chocolate, a Indonésia já tá no nível profissional. É arroz, frango, biscoito, refrigerante, suco, miojo. Tem de tudo. O miojo pré-pronto lá se chama Pop Mie. Nada mais agradável do que demorar 3 horas pra conseguir descansar os olhos e acordar no pulo com alguém gritando “PÓPMI, PÓPMI, PÓPMI” na sua orelha. Depois de mais de 10 horas, porque o trem sofreu alguns atrasos, chegamos de volta à nossa Semarang querida.

– Nunca sei como finalizar o texto ahaha sempre acho que acaba do nada. Até pensei em tentar uma conclusão, frase de música, moral, mas não rolou. ahahaha –

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